domingo, 28 de março de 2010

arte na educação: prato do dia










o prato do dia foi uma proposta (de poucas semanas atrás) de desenho em suportes circulares - simulando pratos -. os desenhos são sobre o que cada um teve no almoço (já que as aulas são no período da tarde). mas claro, além do que almoçaram naquele dia os meninos e meninas também colocaram outras comidas, muito mais! os trabalhos (feito com três turmas) compuseram o mural na área de pátio da escola.

escrito poético

E se viver é mergulhar,
como num mergulho, de tempos em tempos
é necessário buscar o respiro,
e respirar.
Como o mergulhador no fundo d´água
vai a superfície encontrar o ar,
que é o combustível prá ele voltar
a profundidade do seu 'mar'.

gianemf. 2009

coleta de imagem






gianemf. 2006-2010

eu cuido de plantas no quintal - flores, frutas, hortaliças,... -. ofício de enfermeira! e de amiga! afinal, as plantas não estão doentes! (salvo algumas esporádicas exceções)

compartilhando dos que me acompanham: completando

você já parou prá pensar sobre a vida? (parte III)

(...)
Espera aí! Nesse momento você pode achar que esse velho poeta sentado numa praça – que na realidade é apenas uma representação da viagem que estamos fazendo sobre minhas verdades, lembra? – fala da eternidade num sentido poético e que talvez ele nem acredite nela efetivamente. E eu te digo, sim! Ele acredita nela! Depois de tudo que observamos em uma praça corriqueira, sob o olhar de um poeta, não é possível entender a vida como simples fruto de meras reações químicas complexas ainda não reproduzíveis em laboratório. Não há beleza em entender a vida dessa forma. Entendê-la vai muito além disso, o velho poeta crê que para reproduzir a vida existem formas muito-mais-interessantes do que essas tentativas em laboratórios. E que as coisas não precisam fazer sentido para serem reais e verdadeiras. A vida no mundo dos poetas não permite ser explicada em termos científicos. A graça está em seu sentido mágico de mergulhar num turbilhão de emoções, sentimentos e idéias e, ainda sim, ter tempo de sentar-se em uma praça sem qualquer intenção e observar a vida; ou no encanto de ver-se nascer e morrer e mesmo assim continuar vivo! É como ouvir uma música que parece adivinhar exatamente o que a nossa alma precisa, nos levando para aquele jardim tão lindo das margaridas de outrora! A vida do poeta não é restrita e limitada, e sim, uma vida que descobre a cada dia a possibilidade de arrancar de si um sorriso sincero nos momentos mais difíceis e dolorosos. É eterna, simples e mágica.

Da mesma forma que chegou, agora se retira, sem a pretensão de ter qualquer conclusão ou resposta, o poeta se despede calmo e tranqüilo ainda na espera da dissolução dos seus problemas, pois ele sabe que a vida se encarrega do viver...

JULIANA ROSENTHAL

coleta de imagem



florestrela
gianemf. 2010

referência artística: jorge fonseca



Jorge Fonseca - 2007
(dentro da série máquina de fazer voar - 2007) detalhe
'sebastião fernandes galvão, "seo tião", homem doce e gentil, que há mais de 40 anos fabrica nuvens.'

fabricar nuvens! colher nuvens! ver as nuvens! remodelando-se e movendo-se pelo ar, sem cessar! certo é que para o poeta, o artista, o observador... nuvens são sonhos!

segunda-feira, 22 de março de 2010

compartilhando dos que me acompanham: continuando

você já parou prá pensar sobre a vida? (parte II)

(...)
E ali no cantinho tá vendo? Escondinho ali! Uma moça levando um café com leite para aquele senhor que, pelos trajes, vê-se que mora na rua; Repare nele, no sorriso alegre de quem acaba de receber um grande presente. Nunca pensei que um café com leite poderia gerar tanta alegria... percebe a pontinha de inveja que esse meu velho coração acaba de sentir dessa moça!? Respiro fundo e penso o quanto vivi e como ainda tenho o que aprender sobre viver... mas esse não é o foco do nosso assunto! Lembra?!...
E aquele casal de velhinhos ali, passeando de mãos dadas, caminhando no ritmo daqueles que ainda possuem todo o tempo do mundo...
Nossa! E aquele canteiro de margaridas?! Em tantos anos quantas margaridas passaram por mim sem que eu as desse o mínimo de atenção, só tinha olhos para o esplendor das rosas, agora, olhando bem, prefiro as margaridas. As rosas já me despertaram grandes paixões e me inspiraram belos poemas. Mas, observe as margaridas... Essas margaridas... Me pareciam tão sem graça na minha juventude, talvez, se tivesse me dedicado a elas eu não seria o poeta que sou hoje. Mas talvez, se as visse com esses olhos que as vejo agora, perceberia melhor as pequenas nuances e enxergaria o que me custou anos para entender... Porque quando somos jovens temos tanta dificuldade de encontrar na simplicidade os ingredientes para a mágica do amor? Confundi tantas vezes a paixão de uma rosa com o amor de uma margarida... Até que um dia já desacreditado no amor encontrei as margaridas. Já as tinha visto. Mas dessa vez eu entendi seu sentido. Tarde demais? E daí! Foi pouco sim! No entanto esse curto momento vivido com intensidade e simplicidade junto as margaridas foi suficiente para amá-las e admirá-las por toda a eternidade.
(...)

JULIANA ROSENTHAL

domingo, 21 de março de 2010

coleta de imagem


acabou de ser entregue pelos correios!
gianemf. 2006

rendariô







produções rendariô, com muitas referências vindas das roças, dos interiores e das doninhas, do reaproveitamento de idéias e de materiais diversos, vindas das manifestações festivas do folclore brasileiro (que é rico em referências africanas, européias, orientais!), vindas das idas e vindas minhas, pelas cidades e pessoas.
gmf.

sexta-feira, 19 de março de 2010

compartilhando dos que me acompanham: também

já parou prá pensar sobre a vida? (parte I)

Já parou para pensar sobre a vida? Não sobre o "viver" – este verbinho existencialista – e dos seus problemas rotineiros, mas sobre o substantivo vida. Sempre estive tão preocupada em viver que quase nunca pensei sobre a vida. Mas, hoje me deu uma vontade de dedicar algumas divagações sobre ela. São nessas horas que penso o quão vantajoso é ser artista, pois minhas verdades não precisam de comprovações, não precisam ser analisadas, dissecadas ou colocadas à prova. Minhas verdades, que nem precisam ser tão verdade assim, existem porque eu as sinto e as percebo assim, simplesmente como minhas verdades. Vejo que estas verdades carregam consigo (ou comigo) o olhar de um poeta, mas de um poeta velhinho que não tem mais tempo para falar das coisas do viver e, sentadinho no banco de uma praça, repara na vida. É através desses olhinhos enrugadinhos e profundos, carregados de experiências e grandes feitos já esquecidos que, nesse instante, te convido a olhar para o mundo junto comigo:
Observe o sorriso daquela criança que corre encantada atrás de uma pombinha como se aquilo fosse a maior novidade do mundo; E daquela menininha que a poucos instantes acaba de vislumbrar, ainda aos tropeços, a sensação de atingir um grande objetivo através de seus primeiros passos; veja como a danadinha é persistente!
(...)

JULIANA ROSENTHAL

domingo, 14 de março de 2010

referência artística: cinema: o fabuloso destino de amelie poulain








O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
titulo original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
2001 (França)
direção: Jean-Pierre Jeunet
atores: Audrey Tautou , Mathieu Kassovitz ,
Rufus , Yolande Moreau , Artus de Penguern


em "o fabuloso destino de amelie poulain", a delicadeza, a sensibilidade, a poesia encontrada e demonstrada quando com um olhar predisposto (na personagem protagonista) a ver além do óbvio, a agir além dele. transformando momentos corriqueiros em mágicos e profundos. seria algo como "tomar café comendo uma barra de chocolate numa tarde fresca e de chuva" significar um momento de prazer simples, e perceber este instante de forma marcante em sua simplicidade tranquila. seria algo como "saborear ao invés de somente engolir".
e além disto, o filme tem fotografia belíssima, uso das cores de forma expressiva, imagens marcantes, minúcias visuais...
o "fabuloso" está na mensagem que o filme me passa e em sua visualidade, além da personagem instigante.
qual mensagem?! o simples é complexo porque é profundo. o complicado o é pela insegurança e incerteza quanto às profundezas da simplicidade.

arte na educação: transformando com as mãos










primeiro, os meninos contornaram com lápis suas próprias mãos no papel. então, recortaram. A proposta inicial era de que após a primeira etapa, eles iriam fazer interferências com desenhos nas mãos a partir do estímulo “como posso transformar com as minhas mãos?”. mas é claro, as crianças foram além por conta própria. começaram a usar a contra forma no recorte nos pedaços de papel, a usar a forma para mostrar outras idéias e também a desenharem nas mãos, mesmo, brincando e principalmente, experimentando e explorando bastante várias possibilidades de interação com a proposta. esta foi uma aula que eles gostaram muito. (não disse ainda mas, eu leciono em 8 turmas) não levei esta atividade a todos por questões rotineiras de trabalho. mas, o fato é que nas duas turmas apresentadas nas fotos acima, a atividade foi gratificante.
ainda, após os desenhos nas formas-mãos-bidimensionais, eles iam até o quadro fixá-las - o que fizeram, dando palmadas! - interferindo no desenho a caneta que lá eu havia feito, compondo um novo desenho-colagem, pouco a pouco, coletivamente.

quarta-feira, 10 de março de 2010

compartilhando dos que me acompanham: outra vez

Uma imagem singela, rodeada de vermelhas formas. Tanto remete à lembrança do sabor experimentado por tais frutinhas quanto lembra uma reunião de seres quase vivos, prestes a se movimentar, prestes a desabar sobre colinas brancas, sobre o verde e sobre a superfície rígida de uma mesa de cozinha.
JACKSON F. TEIXEIRA

escrito poético

estou na estrada, a caminho!
e me dá mesmo vontade de descer do ônibus e
seguir andando, sem nenhuma pressa e sem
nenum destino...
só vivendo o caminho.

gianemf. escrito publicado no caderno presente poético / a tela e o texto - fale/ufmg, em 2006. publicado e em circulação também em ônibus da capital (BH) durante o mesmo ano - projeto leitura para todos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

compartilhando dos que me acompanham: mais



SÂMARA SANTANA


Penso em sexo. Penso no quanto sei sobre o corpo e no quanto tenho dele. Na sensação estranha de repelir o que já é meu, natural e necessário, na inocência reprimida de uma relação íntima e rotineira, rotulada pra ser mais lucrativa e necessária. Na ilusão de precisar do que já tenho e desejo.
ENOC JUNIOR

domingo, 7 de março de 2010

referência cultural: gambiarras domésticas







“Uma gambiarra é, na sua definição formal, solução inteligente por tempo indeterminado para um problema aparentemente sem solução ou não previsto.” (desciclo.pedia.ws/wiki/Gambiarra)
As gambiarras sutis da minha mãe me chamam a atenção há algum tempo, desde que eu me tornei uma pessoa mais observadora. E desde que eu passei a acompanhar um pouco os trabalhos do colega de faculdade, o artista plástico Paulo Nazareth. (!)
Minha disposição a observar me permitiu perceber as soluções encontradas por minha mãe no dia a dia doméstico, com um olhar mais poetizado e um pouco mais entendedor das buscas das pessoas e suas alternativas materializadas ou não, na resolução de algum problema.