domingo, 28 de fevereiro de 2010

breve histórico: cristal de fóssil no quintal




cristal de fóssil no quintal - 2008.
gianemf.
trabalho selecionado e exposto no 14º salão unama de pequenos formatos. belém(PA) - 2008
(objeto: trabalho em técnica mista: monotipia, bordado, costura, resina, colagem e serigrafia.)

breve histórico: arte no banheiro












"simulatórios" - 2008. intervenção do reboar (coletivo formado por gianemf e denise miranda), nos banheiros do bar geraldim da cida (bh), dentro do evento arte no banheiro - comida de buteco desse ano. em simulatórios, o reboar fez referência as simulações, apropriando-se do espaço e seus elementos. através de adesivos afixados no lugar, foram adicionados 'falsos' objetos familiares ao local com o intuito de provocar não só o olhar mas também, o 'não-olhar' do indivíduo.

inte(i)rando: dois extremos!


bom, esta charge representa bem uma parcela de um grande problema na realidade escolar hoje... a despeito de uma fração de uma falha grande, passada. sabe, extremos deviam ser abolidos por nós. qualquer tipo deles, na vida social e/ou pessoal. enfim... fica(m) aqui o(s) registro(s).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

compatilhando dos que me acompanham: mais retornos

o meu retorno não foi tão doce... como a imagem foi chegando devagar (não estava nítida, a princípio), tive a impressão de gotas de sangue na neve. mas achei interessante e bonito, gosto quando consigo um olhar diferente.
DENISE MIRANDA

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

compartilhando dos que me acompanham


(fotografia digital - gianemf. 2006)
1 - a partir de sua observação da imagem acima, a quê você se reporta? que outra imagem esta pode te lembrar? ou, que palavras? ... pessoa(s), lugar(es), momento(s), idéia(s), desenho(s), forma(s), etc,etc.

OU,

Pense:
2 - o quê você compartilha de você e de seus dias? há quem(s) você compartilha? ... a(s) virtude(s), talento(s), idéia(s), receio(s), promessa(s), trabalho(s), dificuldade(s) ... a querido(s), amado(s), parente(s), amigo(s), pessoa(s), desconhecido(s), etc, etc.

proposta: enviadas através de emails duas sugestões/estímulos, para que após reflexão e observação sejam retornadas pra mim. os retornos estão sendo pouco a pouco postados neste blog de compartilhamentos.
Enfim, a partir do recebimento desta mensagem, cada um ( e cada uma) absorve o estímulo enviado, prepara algo (a seu modo) que possa passar sobre como e o que pensou, sentiu, refletiu, idealizou... e envia de volta pra mim.
neste momento o blog terá postagens de impressões daqueles a quem tenho enviado tantas de minhas impressões.
segue abaixo os três primeiros compartilhamentos dos que acompanham os meus:

"... o vermelho ficou forte na minha cabeça."
Dá tchau pra ela, dá - fotografia - CAMILA REIS

pitangas - desenho - JULIANA RABELO
"Acerolas!!!
Lembro de quando frequentava a casa de uma amiga que morava perto de mim.
Tudo era motivo de reunião: trabalhos escolares, dia das mães, véspera de natal e páscoa (datas em que a gente fazia lembrancinhas para dar de presente utilizando as sobras do que a mãe dela usava em seus artesanatos).
A mãe dela sempre recebia a gente (éramos 4) na maior festa, colocava o micro system lá fora com uma boa música e servia suco de acelora com pão de queijo e pão caseiro feito no forno a lenha.
Eu achava a coisa mais curiosa do mundo as habilidades da mãe dela: costureira, bordadeira, doceira, salgadeira, artesã, revendedora e boa mãe. Criava galinha, cultivava horta e árvores frutíferas, de onde saíam as melhores acerolas do mundo!"
ANDREIA BATISTA

"Voltei pro passado,perto, mas tão longe. Na casa de minha querida avó Quiquita, tinha um pé de pitanga. tinha não, ainda tem, acreditem, o pé de pitanga tem mais de 40 anos. Mas minha vó já não está mais aqui, entre nós.Tenho saudades dela dizendo '-Cristina, as pitangas estão docinhas, docinhas.' Eu descia correndo pro quintal e ficava horas comendo pitanga. Que saudades da pitanga, que saudades da vovó. Te amo VÓ, muito."
TEREZA CRISTINA

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

arte na educação: desenhos








o que é desenhar? seguir os passos de uma linha?! hachurar um pedaço de espaço?! traçar os contornos bidimensionais de alguma coisa que existe na tridimensão?! (...) o que importa para as crianças é expressarem-se! sendo sinceras (quase sempre) com suas vontades e conhecimentos prévios sobre o assunto, os novos aprendizados e a técnica em questão.
acima, estão alguns resultados honestos das crianças. em aulas diversas, sobre estímulos variados em aula, mas... outra vez com a faixa etária de 8/9 anos.

breve histórico: um fusquinha prá tininha




as ilustrações acima compõem o livro ilustrado feito por mim, em 2004. o charmoso e popular carro serviu-me de modelo várias vezes para fazer ilustrações de diversos ângulos de suas linhas curvas, redondas e "carismáticas", para compor o caderno "um fusquinha prá tininha".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

referência artística: literária: clarice lispector

gmf.

" (...)meu tema é o instante? meu tema de vida. procuro estar a par dele,
divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos - só me comprometo com vida que
nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim."

" (...) vejo que nunca te disse como escuto música - apóio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos."

" (...) então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu."

" (...) de que cor é o infinito espacial? é da cor do ar."


clarice lispector - trechos do livro água viva
(fotografia digital - gianemf. 2008)

clarice apresenta em seus escritos palavras e verdades suas de forma tão bela e marcante! sempre, em forma de escritos o seu mundo tão complexo e esmiuçado por si mesma... mundo(s)imenso(s)! mundo(s) de vida(s)!

breve histórico: ilustrações e montagens de capas de livros




capas de livros publicados pela editora ufmg. durante estágio na área de produção gráfica, entre 2002 e 2005, onde também trabalhei com a formatação dos mesmos. foram várias capas produzidas por mim, e as duas que apresento são feitas de ilustrações de minha própria autoria. a primeira, é uma monotipia e a seguinte, uma ilustração manual com interferências no photoshop.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

coleta de imagem


fotografia digital . 2010
(fotografia feita no museu do presépio do pipiripau - museu de história natural/ufmg. detalhe de reprodução do ateliê do artesão Raimundo Machado Azevedo, criador do presépio. para saber mais, visite www.ufmg.br/online/arquivos/)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

breve histórico: restos deixados











restos deixados - fotografia - 2004
(tipografia ilustrada)

Fragmentos deixados e/ou jogados nas ruas:
Todo material tem algo a dizer. Pequenos objetos ou parte deles, nas ruas, são caracterizados como lixo, pedaços inúteis para o homem, desprovidos de qualquer serventia. Mas estão ali, são pequenos corpos, inteiros ou fragmentados pelo tempo ou pela ação do homem ou algum animal.
Ao me ver em compromisso com a proposta de trabalho tipográfico, passei a observar as ruas, o nosso meio externo tão rico de informações como poluído em algumas circunstâncias.
Sempre tive minha atenção voltada para o que acontece e existe ao redor. Ver e observar objetos classificados como lixo pela sociedade com olhar diferente não é nenhuma novidade, voltar-me a eles a procura de letras, sim, foi observação inédita.
Todo objeto fala de si, e de quem o manejou, talvez fale até de quem o observa, já que só nos desperta interesse aquilo que nos é familiar.
Nenhum material é isento de expressão se sobre ele depositarmos um olhar, poético, tanto quanto plástico. Sim, é claro, só terá valor se nos instigar, atraindo-nos com algo que possui: cor, forma, semelhança com algum outro que ficou em nossas memórias, trazendo nossas lembranças para o presente, materializando-as de certa maneira.
Ver letras em pequenos objetos encontrados no chão foi como outrora ver formas figurativas nas nuvens. As formas não estavam lá, nós as criávamos, eram nuvens! Como criei agora as letras nos objetos que observei pelas ruas.
O trabalho foi prazeroso, buscar letras nos ‘lixos’ e galhos esquecidos no chão.
Quero ressaltar que todos os objetos fotografados, relacionados com as letras não foram montados por mim, fotografei-os como os encontrei nos ambientes.
obs: foi feito todo o alfabeto, embora aqui eu esteja apresentando apenas algumas letras.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

com imagens e brilhos







um casal de amigos, proprietários da André Locadora, localizada nas imediações do bairro onde moro, me convidaram para uma intervenção na loja para uma decoração natalina. a proprietária, entregou em minhas mãos diversos dvds, já dispensados por defeitos e arranhões para que eu os utilizasse na produção de objeto(s) para a decoração da loja. quis utilizá-los aproveitando e reaproveitando-me do material. e fiz as estrelas. brilhantes, e com imagens partidas de cenas e títulos de filmes, presentes na impressão dos mesmos. remetendo ao natal e ao produto que a loja oferece: filmes! depois, foram pendurados como estrelas vindas do teto, até altura um pouco acima do olhar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

arte na educação: mini teatro de minis bonecos










aqui estamos! eu e a garotada de 8/9 anos (não que eu os tenha elegido para o blog... mas, bôas aulas aconteceram com esta faixa etária). enfim, fizemos os bonequinhos de palito. sem modelo definido, cada um construiu um amigo e ele próprio, seguindo algumas orientações básicas. com o mini palco, construído em duplas e os bonequinhos prontos, foi a vez de pequena amostra de apresentações (um tanto tímidas e sem maiores direcionamentos cênicos, é verdade. mas, importante como momento de expressar-se diante do coletivo)!

breve histórico: arte no banheiro








Tem hora marcada?
Arte no banheiro – Comida de buteco – 2007
(intervenção de banheiros do bar 222/BH – dentro do evento)

“Em ‘tem hora marcada?’ o grupo vieses buscou se apropriar do espaço de forma descontraída, um tanto irônica, brincando com as questões da privacidade ou não dentro do banheiro, além de fazer uma associação com o salão de beleza que funciona conjugado ao bar e à vaidade do ser humano, que é feminina e também masculina. O banheiro é um espaço também de embelezamento.”