terça-feira, 28 de setembro de 2010

inte(i)rando: seria mudança real... na educação

estar em aula com 15 a 18 crianças e tão verdadeiramente mais produtivo e satisfatório do que com 28 a 32 delas... por que quantidade muitas vezes acarreta menos qualidade.

sábado, 25 de setembro de 2010

referência artística: cinema: central do brasil







Central do Brasil
lançamento: 1998 (Brasil)
direção: Walter Salles
com: Fernanda Montenegro, Vinícius de Oliveira, Soia Lira, Othon Bastos, Marília Pêra

a viagem de ida para um novo começo em “central do Brasil” é o ponto crucial para e no desenrolar do filme. a viagem do menino que o levaria para casa e a viagem da senhora que a levaria para dentro de si.
sempre me atrai a idéia da viagem. a busca, a meta de um destino. uma seta. e durante o percurso, os encontros com os lugares e as pessoas, e as condições em que se encontram de viajantes ou receptoras daqueles que estão de passagem. me instiga o fato de que ao estar num lugar (mesmo que passando por ele), somos compelidos a nos inserir e participar dele devido a nossa natureza pertinaz em prosseguir sempre (ou quase).
no final do filme, ambos (menino e senhora) alcançam seus destinos, aparentemente.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

rendariô




agora, rendas rendariô!
gmf.

escrito poético

mas, nem é sobre amor, é sobre paixão.
e paixão nem é amor.
paixão é o desejo incontrolável e o apego
sem medidas e a dependência imensa.
(...)
e nem é mais sobre paixão,
agora é sobre amor.
e amor é...

gianemf.
2010

domingo, 19 de setembro de 2010

coleta de imagem





buscando experimentações e entendimentos acerca de formas, luzes e sombras. águas e movimentos. manifestações/presenciamentos.
s/título
gianemf.
fotografia digital
2010
(trabalho em andamento e desdobramentos)

arte na educação: desenhando com papel carbono





então, com as crianças numa aula para um entendimento básico e primário sobre o que é gravar/gravura, fizemos os desenhos com o papel carbono. vibraram com a descoberta (de muitos, naquele momento) de que traçavam as linhas num papel e o desenho também se mostrava noutro! g. gravou os/nos dedões das mãos! não resistiu à idéia!

referência artística: liliza mendes


Liliza Mendes
Constelações
cerâmica e fio encerado, dimensões variáveis
2009

liliza já mostrou do "território próximo" noutras vezes. aqui mostra o território do espaço "distante". seus territórios têm me parecido belos! e lembrar que as mãos na argila fria, macia e maleável é exercício prazeroso, é gratificante.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

inte(i)rando: fala de drummond

"(...)Não tive a pretensão de ganhar prêmios ou de brilhar pela poesia ou de me comparar com meus colegas poetas. Pelo contrário. Sempre admirei muito os poetas que se afinavam comigo. Mas jamais tive a tentação de me incluir entre eles como um dos tais famosos. Não tive nada a me lamentar. Também não tenho nada do que me gabar. De maneira nenhuma. Minha poesia é cheia de imperfeições. Se eu fosse crítico, apontaria muitos defeitos. Não vou apontar. Deixo para os outros. Minha obra é pública. Mas eu acho que chega. Não quero inundar o mundo com minha poesia. Seria uma pretensão exagerada”.
(trecho extraído da última entrevista de Carlos Drummond de Andrade publicada no Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

breve histórico: o prazer que consumo




eu e denise miranda formamos o coletivo reboar por uns tempos. durante esse período o projeto “o prazer que consumo” foi iniciado e trabalhado por nós. tivemos vários momentos em campo, coletando imagens fotográficas, objetos e alimentos, momentos de pessoas, vestígios de desperdícios e descasos em situações e locais diversificados. digo que a pesquisa e ações não se restringiram e/ou se restringirão as questões ligadas ao alimento, mas, de maneira geral ao que é produzido e o que é rejeitado pela sociedade. nem mesmo ressaltaram ou ressaltarão esta vertente do assunto. repito: não é sobre o desperdício de alimento e/ou seu consumo irrefletido, mas, sim sobre a utilização imprudente e o descaso e quanto ao que se necessita realmente e o que talvez... não, em suas várias vertentes.
(escrever sobre este assunto é complexo em poucas linhas e como o objetivo presente é apresentar uma idéia, não irei escrever tanto para que não se torne cansativa a leitura através do computador)

breve histórico: o prazer que consumo









hoje, a sociedade (num geral) consome e descarta. O que lhe compraz é absorvido e o que não lhe é útil de imediato é imediatamente dispensado.







...e, a sociedade humana tem consumido desenfreada e descartavelmente, objetos diversos que cria, produz e reproduz incessantemente.
(e quero reforçar que uma das vertentes da arte contemporânea é a chamada a reflexão sobre temas coletivos atuais)






o que será tão importante quanto respeitar a vida globalmente?
o que será tão digno quanto usufruir com respeito e igualdade do que necessitamos?
o que eu posso fazer além de tornar objeto de discussão um tema tão contemporâneo?
porém, quero ressaltar que para mim, tal tema é vasto. primeiro porque um artista trabalha com e sobre memória além de buscas por evidenciar o que existe e não é tão facilmente percebido por todos nós, através de pesquisas, pensamentos e idéias. segundo porque eu sei de uma necessidade real de mudanças de posturas práticas da sociedade quanto ao ritmo e valores sobre o que necessita e o que consome.

eu acredito na potencialidade do tema em questão e por isto, passo a retomá-lo agora. para desenvolver mais as minúcias das quais através dele posso abordar.

gianemf. e denise miranda
reboar - 2007/2008
pesquisas, coletas e ações nas ruas.

compartilhando dos que me acompanham


pequenas movimentações:
resolvi entregar um pequeno pedaço de papel para algumas pessoas adultas de meu meio mais pessoal, leigas quanto a técnicas de desenho e estudos artísticos, para que fizessem um auto-retrato. O desenho poderia ser sobre como se sentem, como se vêem ou qual objeto seriam se fosse um.
minha intenção era “as cutucadas” em cada uma destas pessoas, para que, pegas de surpresa, pensassem em si mesmas(mesmo que por breve momento) e suas presenças no mundo, e também para que se esforçassem em desenhar (algo fora de seus hábitos).
houveram diálogos durante meus “chamamentos” e “cutucões” e claro, as falas foram bem interessantes para eu escutar, pois, ouvi destas pessoas coisas que não escuto normalmente... pensando-se e sentindo-se e principalmente, expondo algo disto.

escrito poético

sobre os pássaros, outra vez:
tem um passarinho na cidade - que eu não sei o nome -
com o corpinho miúdo e a barriga saliente -
a quem dei os codinomes de bichiquinho e barrigudinho.
ele canta barulhinhos de água.
gianemf.
2010