domingo, 29 de dezembro de 2013

arte na educação: materialidade, tato, modelagem, textura e o tridimensional.








uma atividade e exercício de tato, além de manipulação e modelagem. construções em 3D (ou,  auto relevo). pesquisas e explorações plásticas. meus estímulos foram pelo tato e o reconhecimento da massa nas mãos (materialidade) e também pelas possibilidades de intervenções com texturas. as criações, claro, espontâneas das crianças (turma de 10/11 anos).

obs: o uso da argila na escola é de possibilidade precária. pela quantidade de estudantes e a ausência de sala/laboratório/ateliê de arte (e nem pensei sobre a queima do material, posteriormente). portanto, usamos estas massas, em menor quantidade, mas que possibilitam o contato com as expressões artísticas aqui apresentadas.
gmf.

oficina artesanal (ou) artística: penduros e cores.










 

gmf em oficina
(grupo adolescente).

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

referência cultural: mercado!

passear pelo mercado central é referência para os sentidos. os cheiros nos temperos, palhas, ervas, flores, madeiras, frutas, doces, queijos... cheiros fortes, marcantes, que disputam os espaços dos corredores e que agregam ao visual das cores, texturas, formas, objetos artesanais, rurais, simples e rústicos ou delicados. e o paladar, de incontáveis sabores e propostas de mais sabores. o tato... das infindáveis superfícies.
e o conhecimento popular nos saberes dos comerciantes mais velhos e outros, jovens. que intercambiam com cidades, vilas, comunidades do estado e do brasil, desde há muitos anos. suas conversas corriqueiras e sólidas ou rápidas e divertidas. falam e apresentam dos alimentos e outros itens, de suas origens e de suas possibilidades e materialidades. enfim, ir ao mercado com sentidos abertos é assim!
(obs: evito sempre – veementemente – o corredor com animais presos para vendas...). gmf.



autoria das imagens: retiradas de:
Por Alexandre Costa (também disponível no Blog www.oquesefaz.com) - See more at: http://www.minasgerais.com.br/blog/o-mercado-central-de-belo-horizonte/#sthash.XvsOOzpe.dpuf
http://www.minasgerais.com.br/blog/o-mercado-central-de-belo-horizonte/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

inte(i)rando: não sem valor e beleza, como pensam ser...!

 de longe, é assim que nossos olhos limitados conseguem perceber esta planta. 
geralmente, a atribuem o título de 'um capim qualquer'. alguns dizem até que é
'planta vagabunda'!...
na verdade, não sei se ela tem mesmo um nome...

 suas folhas suculentas de perto, são assim: vistosas e de cor vibrante no verde!

mas, é quando chegamos bem mais perto mesmo, que podemos receber este azul! 
um azul anil perfeito em duas pétalas tão finas e delicadas como seda pura e verdadeira! 
o centro de polens amarelos...! parece com uma orquídea! por quê não?! sim, parece, mesmo!
não, não é flor minúscula de se observar e encontrar com lupa. é  preciso somente não olhar para os ramos da planta de longe e pensar/dizer...: "matinho que espalha como praga!"...
!!!!!
  

gmf.

arte na educação: uma produção de uma menina de 11 anos.


e. esteve desenhando novamente durante minhas falas na aula. iniciou na escola, com cuidado e paciência, finalizou em casa ou em outros horários da mesma tarde. noutro dia, apresentou-me a produção terminada. sua referência e alusão à animação "os simpsons" é clara. mas e. também trabalhou aos estilos de picasso (e outros mais). perguntei à ela se já havia visto alguma obra do artista mencionado. ela me respondeu que não. o que acho, é que ela, observadora e atenta como é, juntou em seu desenho alguns elementos de obras artísticas e imagens que ela já viu. ela deu o título ao seu trabalho. menina pensadora. 

e. 11 anos.




referência artística: ilustrações, livro de artista, joão por um fio. roger mello







joão por um fio:
“joão é filho de pescador e dorme sob uma colcha costurada à mão. à noite, depois que ele se deita, os pensamentos rolam soltos: conchas, rios, girinos, redes de pesca, cantigas, cordilheiras, panos, caseados, terremotos. roger mello nos convida para um mergulho nos sonhos e medos que preenchem a noite do menino joão. texto primoroso e ilustrações belíssimas, inspiradas nas tramas dos bordados brasileiros.”    companhia das letras.

domingo, 1 de dezembro de 2013

escrito poético

afixos para poetização

1.
tem somente um
no monomotor e na monocultura.

são muito grandes
o corpanzil e o fogaréu.

... contrários das alturas:
acrofobia e acrobacia!

semicírculo e seminu
não são completados.


2.
guarda-chuva de sol
é guarda-sol.

ferrovia na cidade é
metrovia.

microcosmo de perto
é macrocosmo.

uma caligrafia de cordilheira
é geografia.

escritos de gmf.
2013.

domingo, 24 de novembro de 2013

inte(i)rando: 10 anos!

é. aos 10 anos!
gmf.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

rendariô


gmf.
costura e aplicação artesanal
de laura!

domingo, 10 de novembro de 2013

coleta de imagem: de um tapete!




flores de sibipiruna acolhidas pelo chão.
fotografia digital
gmf.


domingo, 3 de novembro de 2013

arte na educação: da proposta e das produções












  


aqui estão três produções da turma de 6º ano/ 2º ciclo (11/12 anos). a proposta apresentada foi levar  imagens de pesquisas minhas, de minhas próprias buscas plásticas e visuais (coletas fotográficas, tecidos, papéis, pequenos objetos, rascunhos e estudos, etc...). cada um@ ficou com uma destas imagens/objetos e após duas semanas, suas produções a partir delas, foram apresentadas.
os três trabalhos aqui dispostos são respectivamente, de A., que produziu uma espécie de palco/cenário daquilo que descobriu e percebeu através da imagem fotográfica que recebeu. o de E., que usou colagem e costura para recriar a forma e texturas do desenho que lhe foi passado. e o de J., que tendo recebido um pedaço de papel reciclado com alguns retalhos de tecidos, trabalhou no universo do estilismo (vertente que aliás, já faz parte de suas explorações individuais) de maneira espontânea e pessoal.

proposta de uma imagem.
gmf e turma de 6º ano/ 2º ciclo.

compartilhando dos que me acompanham: boneco, objeto, presente


tartaruga em tecido por cristina borges.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

referência artística: literária: manoel de barros. e, artística visual!


o poeta disse certa vez que só teve infância! que bom! por isto, foi sempre poeta!
manoel de barros
memórias inventadas
as infâncias de manoel de barros


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

inte(i)rando: um escrito e umas imagens!




















Primeiro, eu vi as cataratas do alto, enquanto o avião descia para o pouso. De repente, em meio à mata fechada, no solo e saindo de entre nuvens espessas de chuva, lá apareciam elas! Do rio que até lá corre lento e calmo à força veloz de descer um desnível do solo em forma de degraus de escada. E de longe, do alto, o esfumaçado branco no topo das quedas. Brancas águas envoltas pelo verde escuro. A vista do rio, das águas indo para os saltos, o branco dos vapores subindo...! A imagem é exuberante! Muito bonita foi a visão que tive de um dos lugares mais incríveis da natureza, em nosso mundo!
Depois, fui até elas, no interior da mata! Esperava para ver o espetáculo de sua figura e ação como noutro tempo num teatro sentei-me na cadeira a frente do palco num bom lugar para assistir ao grupo de dança Corpo pela primeira vez. E quão espetacular a dança, o caminhar e a atividade mágica, vibrante e vigorosa do rio Iguaçu, nas cataratas! E, o que começou como bruma distante mostrou-se em meu rosto e corpo todo como refrescante e energética chuva fina, localizada nas beiras de quedas d’águas esplêndidas, que lambem e acariciam caudalosamente o cânion que existe imenso no trajeto do rio abaixo.
E logo após, foi como subir no palco! Caminhar sobre as águas em trilhas longas, subir e descer entre pedras milenares e a floresta densa, úmida, colorida e fresca! No topo de muitas quedas, quase no interior de muitas cachoeiras!... O volume de água em determinado ponto me fez lembrar o anseio de surfistas extremados, pela onda do tsunami no mar. Aqui, a queda d’água máxima de algum fanático atleta do rafting! A exuberância é extasiante, absoluta! A quantidade de água é hipnotizadora! Paraísos perdidos!... Força e delicadeza. Também intercâmbio cultural pelo desejo dos povos de todo planeta em vir assistir um, entre os maiores espetáculos naturais terrestres!
E por fim, para assisti-las novamente, as cataratas! Rever e mais uma vez sentir sua magnitude incrível! A natureza é assim, generosa mas exprime sua imponência. Nas cataratas do Iguaçu a natureza é dadivosa aos olhares, mas não se deixa ser tocada, ela se impõe. Não, nos não tocamos com o corpo este ser natural excepcional. Mas, ela oferece os chuviscos de si mesma sobre nós. Não suportaríamos sua força e vigor inteiros! Ela é quem nos toca, com as gotículas abundantes de uma energia de banho suave e renovador!
gianemf.