quinta-feira, 29 de julho de 2010

desenho: auto retratos




estudos e experimentações com desenho e auto-imagem.
canetas esferográficas e canetinhas sobre papel.
2010
gianemf.

arte na educação: colorir fundo







a atividade foi a seguinte: após desenhos tendo como estímulo um livro sobre sons das coisas, instrui as crianças para que o colorido fosse somente com uma cor e somente na "parte detrás" do desenho. assim, lhes falei um pouco sobre o fundo da figura. busquei com que elas observassem melhor contra-forma e ainda, com as figuras "destacadas em branco", observassem melhor os seus traços.

referencência cultural: congado





fotografias digitais - 2009
gianemf.
estas imagens são de uma apresentação de um grupo de congado mineiro. não sei o nome deste grupo ou comunidade, que se apresentou no festival folclórico em jequitibá/mg. o congado é contagiante! de expressividade incrível! devem ser os tambores, os "chocalhos" e a dança! mas, tem muito mais, claro!
eu gostaria de ter trazido prá cá o vídeo que fiz dos dois garotinhos que aparecem numa das fotos acima, dançando*. numa alegria veemente, os dois!
*infelizmente, não foi possível.

como bailarina amarela



fotografias digitais (a 2ª, com textura geral modificada por photoshop)
2010
gianemf por gianemf.

eu sempre investigo movimentos corporais. já disse, não sou profissional na dança ou no teatro. eu tenho satisfação, prazer e descobrimentos através de meus movimentos. faço isto desde sempre e após o flamenco e as artes plásticas e visuais (e mesmo um ano de tai chi chuan), estas movimentações se tornaram mais conscientes e investigadoras.
acompanho a dança no cenário cultural. folclóricas brasileiras (tendo feito também uma disciplina prática nesta área na escola de educação física/ufmg), populares, clássica ocidental, orientais, moderna, contemporânea (!). e tudo e todas as danças que eu puder captar.
movimentar é um respirar.

arte na educação: breve histórico: anotação importante

durante meu estágio como professora de arte, há alguns poucos anos, deparei-me numa aula (com crianças de 7/8 anos), com "minha primeira poesia em sala de aula", numa observação muito especial por parte de um menino. na época, anotei o acontecido em meu caderno de anotações. foi assim: ele me chamou durante uma produção de desenhos da turma após a introdução onde levei uma proposta de percepção dos sentidos: - professora! virei-me para escutá-lo e seguiu-se o seguinte diálogo, alto, ouvido por todos nós:
- eu vejo o vento.
- é mesmo? e como você vê o vento?
- o vento vem vindo, vem vindo...
(movimentando os bracinhos) e balança a árvore!
sempre terei em minha memória este momento de poesia! sua fala, naquele dia, propiciou-me retornar para casa mais otimista que pessimista, mais gratificada que insatisfeita (por causa dos tantos problemas que enfrentamos nas escolas. e eu, estava somente começando!), mais atenta às pequenas coisas como grandes do que aos problemas grandes que também devem ser enfrentados e superados pouco a pouco, porém não serem sobrepostos aos pequenos e valiosos momentos positivos. por causa do menino, voltei para casa naquele dia, acreditando mais neles e em mim.

inte(i)rando: produção com sentido

é certo que o (a) artista produz tendo em vista os expectadores (os fruidores). não é para arquivamento pessoal que ele (a) produz. em qualquer uma das linguagens de expressão da arte.
eu, aqui, luto. persisto e insisto.
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?
...
!
!
!

terça-feira, 27 de julho de 2010

rendariô




reforço que é um prazer prá mim, poder produzir as peças artesanais, onde grande parte dos materiais é reaproveitamento! e além do mais, as peças funcionais me são antes de tudo, objetos!
gmf.

sábado, 24 de julho de 2010

coleta de imagem






ipê rosa, roxo.
gianemf.
fotografias digitais - 2006

escrito poético

eu fico olhando as pessoas.
como se comportam.
elas parecem bem.
assim de fora, não percebo que
possa haver alguma dor. vejo harmonias.
gosto de olhar as pessoas.
parecem tranquilas.
parecem não terem grandes coisas
para darem conta,
ou melhor,
estarem dando conta de tudo.

gianemf. escrito publicado no caderno antologia / a tela e o texto - fale/ufmg, em 2008. publicado e em circulação também em ônibus da capital (BH) durante o mesmo ano - projeto leitura para todos.

domingo, 18 de julho de 2010

breve histórico: ney cocada







em julho de 2005, estivemos em uma oficina do giramundo (em ouro preto, no festival de inverno desse ano. eu e mais 3 colegas - 2 conhecidos amigos da eba-ufmg e uma colega do nordeste do brasil - demos corpo ao ney cocada (este é um personagem conhecido na cidade. daquelas 'lendas' que se tornam as pessoas com características peculiares que circulam pelas ruas de um ou outro lugar). foi um prazer ver o ney 'terminado'! e desafiante produzí-lo. nosso primeiro boneco de fio foi bastante complexo, já que o ney era corcunda! pena não termos nos aprofundado em sua manipulação, na oficina em questão. mas, este foi com certeza outro dos momentos enriquecedores por quais passamos.
e eis aqui, ney cocada! um ator embriagado, vestido de noiva para a apresentação da peça teatral da noite, e perambulando pelas ruas num dia conflitante pra ele! ou simplesmente, ney cocada! o boneco artesanal, de fio, que construímos em oficina com o grupo giramundo!

festival de inverno de ouro preto - 2005
construção artesanal de bonecos (com giramundo)
gianemf., adivalson q., fernanda c. m., tatiana.

breve histórico: experimentando com letras


letras: desenhos: grafias: desenhos gráficos...

recorte e colagem em vidro - 2009
gianemf.

domingo, 11 de julho de 2010

inte(i)rando: fim do dia

enfim... como disse clarice (lispector):
"domingo é dia de ecos."

arte na educação: desenhos: personagens





em aulas diferentes, os(as) meninos(as) criaram seus personagens a partir de estímulos apresentados por mim.

terça-feira, 6 de julho de 2010

breve histórico: experimentando para futura animação



iniciei alguns testes de imagens para produção de uma animação (que infelizmente, por enquanto ainda não se concretizou). fiz coletas e algumas colagens e montagens digitais. as imagens serão móveis (animadas), ainda. por hora, possuo várias montagens como as que apresento aqui.
gianemf.
2007
composição tridimensional, fotografia, colagem e recursos digitais.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

inte(i)rando: poesia

seria bom navegar em um mar de pérolas?
e se soprasse um vento de paz?
existe alguma coisa melhor do que ter amigos de verdade?
você já recebeu abraços de pingos de chuva?
e sentir a beleza da bondade?

trechos do livro infantil cavalinho de flores
magdalena del valle gomide
2009

breve histórico: deslugares: desapropriações e reapropriações



















grupo vieses - 2006

“segundo hannah arendt, os territórios são espaços de ação e de poderes e a memória daquele espaço/território, que gradativamente vai sendo devastada pela extraordinária e impassível força dos interesses considerados públicos, nos fez refletir sobre a frágil demarcação daquilo que seria considerado privado.”

O grupo vieses foi coletar imagens na av. antônio carlos (via movimentada de bh, que na ocasião era transformada pela duplicação de seu espaço). antes da coleta – e durante – nos deparamos com reflexões a respeito do que envolve o espaço privado e o público; a respeito da desapropriação, dos históricos e das memórias. num pensamento filosófico e também político, nos envolvemos com questões que abrangem o coletivo e o indivíduo, enquanto registrávamos as imagens. Dialogamos sobre a construção e a desconstrução, a ocupação e a desocupação. Enfim, coletamos imagens e momento do processo na avenida, onde construções (várias, mais antigas) estavam sendo derrubadas e os tratores e caminhões amontoavam e levavam os entulhos, que por vezes estavam juntos a objetos pessoais de moradores/trabalhadores, além de partes internas evidentes das moradias e lojas.
Este momento de coleta, que se repetiu por duas vezes nas ruas, entrando em casas abandonadas, indo aos entulhos, percebendo os objetos, fragmentos, e as marcas deixadas por outros que ali também estiveram após as desapropriações, foi de grande valia às componentes do grupo, pois que as discussões advindas surgiram e nos estimularam. As leituras e as observações foram enriquecedoras ao processo de cada uma dentro das reflexões e poéticas da arte contemporânea.