terça-feira, 2 de outubro de 2018

referência artistíca: a mesa de thereza portes.


 novamente, entre diversas vezes, junto à mesa da artista e professora da uemg - thereza portes 
( http://www.institutoundio.org/ ). mesa artística e generosa de oportunidades sociais. referências em vários âmbitos.

 

 



 e sobre a mesa algumas vezes, um presente e uma pequena presença minha (xícara desenhada rendariô).

 


 



fotos e xícara desenhada rendariô: gmf.
mesa: thereza portes - http://www.institutoundio.org/

arte na educação: arte das crianças com a arte da professora artista.

  


eu levei uns tecidos com impressões em serigrafia que fiz certa vez ainda na faculdade, durante minhas pesquisas visuais, conceituais, estéticas e reflexivas em arte. 



  


  


obviamente que, as imagens tem/tiveram um significado pra mim, e meu trabalho mas eu apresentei-as (juntamente com o suporte em tecido - que não é simples suporte e sim, parte da pesquisa) às crianças e deixei que elas as lessem visualmente e colocassem palavras sobre o que observavam (as palavras na lousa são algumas das apresentações feitas pelxs estudantes).

 



  


claro que deveriam tocar os tecidos impressos, à vontade. e foi em próprias escolhas que decidiram sentir o tecido (com várias partes do corpo, da pele) e não somente observá-lo com as mãos e olhares.




  

etapa seguinte, a releitura, criando também suas imagens de acordo com o que viram, sentiram e observaram. entreguei exclusivamente o papel branco e umas forminhas de papel coloridas. a orientação foi somente a de que fizessem algo parecido com o que tinham observado e percebido.


 


    





  



gmf. e turmas de 8/9 anos. (3º ano 2º ciclo)

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

pérolas da infância: descobertas sobre personalidade.

"-professora, descobri porque sou assim... eu sou canceriano.
- eh?... eu também.
-professora.... (colocando os braços num abraço lateral à professora) nós somos chorões."

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

arte na educação: auto retratos de antes e depois imaginado.


num momento onde trabalhamos com identidade, aparência e auto percepção (além de tons reais de peles - e, brasileiras), xs meninxs do 5º ano fizeram auto retratos de antes (como se veem) e depois (como se imaginam ou gostariam, no futuro). eis alguns resultados e eles, claro, tem variações:


  

alguns (as), só querem ser elxs mesmos ou um pouco modificados.

 

ainda que tenha sido frisado questões de variedades de tons de pele e conversado em grupo sobre o que é ter tom de pele diversa (e a negra) no brasil, houve uma meninx que declarou em seu desenho e também em palavras, o imaginar-se de pele clara (e isto é muito compreensível e respeitado. embora com certeza, nestes parênteses, aproveito para reforçar que o tema deve ser trabalhado com mais efetividade e responsabilidade pelas escolas. trata-se inclusive do cumprimento de lei federal 10.639/03.)




e teve menino de pensamentos mais libertos e abstraídos.

  
  
 
 ... mudar os olhos e o olhar...


  
também, meninxs de pele clara se imaginando negrxs. 

 

   
 
 e os que querem virar adultos. descolados, estilosos, chamativos, felizes...


obsevei aqui, que as crianças se colocaram de verdade. foram três aulas consecutivas neste trabalho (que foi exposto em parede de área comum na escola). gostaram de se ver, se imaginar, se buscar enquanto indivíduo existente num/ou nuns contexto(s).

gmf. e 5º ano 2º ciclo (10/11/12 anos).

terça-feira, 28 de agosto de 2018

rendariô.



 


peças em louças.
desenhos, amelie poulin. rendariô.
gmf.

compartilhando dos que me acompanham: crochê.

artesanato de família.
sandália em crochê.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

escrito poético.


 MARIA FUMAÇA.

Ao primeiro apito do trem, que sai junto à baforada de fumaça esbranquiçada e cheiro acentuado de querosene, inicia a melodia.
Que som é este, que nos leva para não sei qual lugar com tanta familiaridade e harmonia, aconchego e veemência?! Uma sinfonia entre montanhas e recordações de simplicidades de outrora. O apito como um trompete, o sino, e então... os primeiros ‘passos’ sobre o trilho. É o som melódico e ritmado que anuncia a hora dessa saída por trilho e trilha.
É de hábito as pessoas, principalmente as crianças (mas, não somente), darem ‘tchau’ com as mãos, braços e os sorrisos, por onde a Maria Fumaça passa. Os cães também o fazem, à sua maneira, com latidos agitados, corridas e rabos remexendo. Os cavalos ‘caipiras’ e borboletas coloridas também oferecem suas cortesias. Estes acenos alegres e íntimos de instantes, parecem ser verdadeiramente para o trem que passa, e não propriamente aos seus hóspedes temporários. É a Maria Fumaça que vai e vem a cada dia em hora e lugar marcados, entrando pelas beiras de quintais e passeios de casas.
E ela segue em seu embalo carinhoso, de alguém que gosta de quem transporta dentro de si, que se afeiçoa a quem a ver ir e vir todos os dias. 

gmf.

terça-feira, 3 de julho de 2018