domingo, 28 de março de 2010

compartilhando dos que me acompanham: completando

você já parou prá pensar sobre a vida? (parte III)

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Espera aí! Nesse momento você pode achar que esse velho poeta sentado numa praça – que na realidade é apenas uma representação da viagem que estamos fazendo sobre minhas verdades, lembra? – fala da eternidade num sentido poético e que talvez ele nem acredite nela efetivamente. E eu te digo, sim! Ele acredita nela! Depois de tudo que observamos em uma praça corriqueira, sob o olhar de um poeta, não é possível entender a vida como simples fruto de meras reações químicas complexas ainda não reproduzíveis em laboratório. Não há beleza em entender a vida dessa forma. Entendê-la vai muito além disso, o velho poeta crê que para reproduzir a vida existem formas muito-mais-interessantes do que essas tentativas em laboratórios. E que as coisas não precisam fazer sentido para serem reais e verdadeiras. A vida no mundo dos poetas não permite ser explicada em termos científicos. A graça está em seu sentido mágico de mergulhar num turbilhão de emoções, sentimentos e idéias e, ainda sim, ter tempo de sentar-se em uma praça sem qualquer intenção e observar a vida; ou no encanto de ver-se nascer e morrer e mesmo assim continuar vivo! É como ouvir uma música que parece adivinhar exatamente o que a nossa alma precisa, nos levando para aquele jardim tão lindo das margaridas de outrora! A vida do poeta não é restrita e limitada, e sim, uma vida que descobre a cada dia a possibilidade de arrancar de si um sorriso sincero nos momentos mais difíceis e dolorosos. É eterna, simples e mágica.

Da mesma forma que chegou, agora se retira, sem a pretensão de ter qualquer conclusão ou resposta, o poeta se despede calmo e tranqüilo ainda na espera da dissolução dos seus problemas, pois ele sabe que a vida se encarrega do viver...

JULIANA ROSENTHAL

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