domingo, 14 de março de 2010

referência artística: cinema: o fabuloso destino de amelie poulain








O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
titulo original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
2001 (França)
direção: Jean-Pierre Jeunet
atores: Audrey Tautou , Mathieu Kassovitz ,
Rufus , Yolande Moreau , Artus de Penguern


em "o fabuloso destino de amelie poulain", a delicadeza, a sensibilidade, a poesia encontrada e demonstrada quando com um olhar predisposto (na personagem protagonista) a ver além do óbvio, a agir além dele. transformando momentos corriqueiros em mágicos e profundos. seria algo como "tomar café comendo uma barra de chocolate numa tarde fresca e de chuva" significar um momento de prazer simples, e perceber este instante de forma marcante em sua simplicidade tranquila. seria algo como "saborear ao invés de somente engolir".
e além disto, o filme tem fotografia belíssima, uso das cores de forma expressiva, imagens marcantes, minúcias visuais...
o "fabuloso" está na mensagem que o filme me passa e em sua visualidade, além da personagem instigante.
qual mensagem?! o simples é complexo porque é profundo. o complicado o é pela insegurança e incerteza quanto às profundezas da simplicidade.

Um comentário:

Juliana disse...

Um filme sensível, poético e romântico que faz pensar sobre as relações humanas, perceber os mínimos detalhes das coisas e os pequenos prazeres da vida. Refleti sobre a vida, num sentido maior, no bem estar e na felicidade de si e do outro...
Trouxe um sentimento de nostalgia que remete a inocência da infância... onde tudo é mágico e divertido.
O inicio, é bem interessante. Mistura momentos lúdicos, com narrativa didática, divertida e emocionante. Lembrou-me o documentário “Ilha das Flores” de Jorge Furtado.
Os personagens meio bizarros, o desenrolar surpreendente da historia, a fotografia, com iluminação, closes e cores fortes e contrastantes, as animações... Tudo isso juntos causam uma certa “estranheza”, tipo “Alice no país das Maravilhas”, transmitindo uma atmosfera meio surrealista, meio “kitsch”.
É muita informação que não dá para assimilar de um único relance. Este filme tem que ser visto várias vezes, e acredito que em cada vez que for visto se percebera mais detalhes e impressões diferentes.