domingo, 23 de maio de 2010

compartilhando dos que me acompanham: instigante

daniele ascipriano encontrou um projeto que lhe foi provocador, porque seu funcionamento é impulsionado e mantido através da cidade e pelas pessoas que circulam ativamente nesse lugar urbano.

O projeto derivou do Eloísa Cartonera, um coletivo que iniciou suas atividades na Argentina há quatro anos e é reconhecido por sua atuação artística e social. Apresentou-se no pavilhão como um atelier em funcionamento permanente, na 27ª Bienal de São Paulo. Ao grupo argentino somou-se a participação de catadores, filhos de catadores e artistas brasileiros. Daí surgiu seu projeto-irmão, Dulcinéia Catadora, que começou a funcionar no Brasil a partir de 2007. É um coletivo que conta com a participação da artista plástica Lúcia Rosa, catadores e de filhos de catadores.
Como funciona:
Há a compra de papelão de catadores, a um real o quilo. Juntos, artistas e catadores realizam uma intervenção nas capas de livros feitas com o papelão usado. No processo, os catadores se familiarizam com cores, tintas, a pintura, o desenvolvimento do olhar. Aos poucos, vão criando suas próprias capas. O conselho editorial seleciona textos de autores novos. Os textos são selecionados por sua qualidade literária e pelo conteúdo, privilegiando-se os de caráter social, político, que de algum modo dêem voz às minorias. A diagramação e a impressão dos textos são feitas pela equipe de artistas/escritores. E pretende usar exclusivamente papel reciclado.
A proposta:
O coletivo parte do pressuposto de que a convivência entre pessoas com origens, atividades, experiências e visões de mundo diversas, é benéfica e enriquecedora para todos. Visa-se também a valorização do catador, a inclusão social, a abertura de outras possibilidades de atividades profissionais e o desenvolvimento de seu potencial artístico. Ressalte-se que, antes de gerar renda, essas atividades no ateliê promovem a auto-estima, a troca de experiências, o prazer de criar. A oficina é um espaço aberto, um ponto de encontro. Deverá haver uma distribuição permanente dos livros em livrarias, associações, ONGs, universidades, para garantir vendas suficientes que mantenham o projeto. Esses pontos ainda estão sendo determinados. Os títulos são vendidos a R$5,00 e a renda arrecadada garante a continuidade do projeto.
Fonte: http://meiotom.sites.uol.com.br/dulcineiaprojeto.htm

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